Rio que abastece Paracatu chega a ponto mínimo e Copasa adota medidas para distribuir água na cidade

Rio que abastece Paracatu chega a ponto mínimo e Copasa adota medidas para distribuir água na cidade




Por G1 Triângulo Mineiro

Ribeirão Santa Izabel, em Paracatu, não tem condições de abastecimento, segundo Copasa (Foto: Reprodução/TV Globo)Ribeirão Santa Izabel, em Paracatu, não tem condições de abastecimento, segundo Copasa (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ribeirão Santa Izabel, em Paracatu, não tem condições de abastecimento, segundo Copasa (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) emitiu uma nota nesta sexta-feira (27) sobre a situação atual do abastecimento de água em Paracatu.




A cidade passa por uma crise hídrica consequente da baixa vazão do Ribeirão Santa Izabel e, segundo a direção da autarquia, o rio está “zerado” e diversas medidas são tomadas para que a população não fique sem água. Várias audiências públicas também têm sido realizadas para discutir o caso.

A gerente do Distrito Regional Paracatu, Elenice Louback, explicou que, normalmente, a vazão da água captada no ribeirão e nos poços para atender a população é de 144 litros por segundo. Porém, em razão da pior seca dos últimos 100 anos na cidade, a vazão atingiu, no momento, o seu ponto mínimo, não oferecendo condições para a retirada de água.

Também em função dessa situação, o diretor da Copasa, Gilson Queiroz, afirmou que as faturas dos meses do mês de outubro e novembro serão calculadas com base na média de consumo e os moradores terão um desconto de 20% nesses valores.




“Não será necessário o cliente ir até a Agência de Atendimento, pois os valores serão creditados automaticamente. Nas faturas com vencimento em dezembro, aqueles clientes que não estiverem sendo abastecidos pelas redes de distribuição, de acordo com levantamento técnico da Copasa, terão 100% de desconto, ou seja, não vão precisar pagar essas contas”, explicou.

Sistema de rodízio, caminhões-pipa e poços

Desde o 1º de setembro, a Copasa adota o sistema de rodízio para o abastecimento nos bairros da cidade. “Estamos com 26 caminhões-pipa, sendo que 12 são para buscar água bruta no ribeirão Escurinho e levar até a Estaçaõ de Tratamento de Água (ETA) Santa Izabel para tratamento e distribuição aos moradores; e os outros 14, com o apoio da Prefeitura e de empresas particulares, estão fazendo o abastecimento de porta em porta e atendendo às instituições municipais e o reservatório do Bairro Amoreiras II”, informou Louback.




Ainda de acordo com a gerente, 11 poços profundos foram perfurados, sendo que seis apresentaram vazão insignificante e os outros cinco apresentaram alguma vazão – um deles já está em operação e quatro serão equipados e integrados ao sistema para reforçar o abastecimento.

No alerta, a Copasa também solicita aos moradores que, ao serem abastecidos por caminhões-pipa, se certifiquem que o veículo esteja identificado com a frase: “À serviço da Copasa”. A água distribuída por caminhões da empresa é gratuita.

Além disso, a Copasa pede que os moradores fiquem atentos com os vasilhames onde estão armazenando a água recebida. Eles devem estar desinfetados e precisam ser mantidos tampados, para evitar a contaminação da água e proliferação de mosquitos.

Outras ações

A superintendente de Operação Noroeste e Central, Cristiane Carneiro, informou que, além destas ações imediatas, a Copasa prevê, para os próximos quatro meses, a elaboração de projeto para construção de um reservatório de acumulação próximo ao ribeirão Santa Izabel e a também ampliar e melhorar a setorização do sistema e da captação no ribeirão Escurinho.




“Com essas obras de melhorias, vamos passar a ter condições de fazer uma reservação estratégica de água para complementar o abastecimento, durante os períodos de estiagem”, explicou.

Audiências públicas

Em uma audiência pública no dia 26 de setembro, a população presente e vereadores cobraram mais investimentos da companhia no município. De acordo com a assessoria do Executivo, o contrato que foi renovado em 2010 apresentava um relatório que dizia que o Rio Santa Isabel seria suficiente para abastecer a cidade até 2027. Contudo, desde que foi decretado estado de calamidade pública, no dia 18 de setembro, em alguns bairros a água é ofertada apenas durante quatro horas por dia.

Depois disso, outra audiência foi realizada em 19 de outubro, com a da Comissão de Administração da Câmara e a Copasa. Nela, a comissão cobrou medidas emergenciais da Companhia e do Município para solucionar ou minimizar a crise hídrica pela qual passa a cidade.




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