Voltando às origens

Terceirização e precarização dos direitos trabalhistas, redução da idade penal, fim da demarcação das terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação… O que os movimentos sociais, populares, sindicais, ecológicos, indígenas, negros, lgbts, feministas, de direitos humanos podem esperar? Assistirão inertes a essa condução conservadora e reacionária dos rumos do país? Ou terão força e capacidade de chamar um amplo movimento de resistência e enfrentamento na defesa dos direitos, da solidariedade, da igualdade, da justiça e da sustentabilidade? O congresso mais conservador desde 1964 está agindo, está mostrando a que veio. Por um lado é péssimo, pois, obriga os movimentos a assistirem de camarote vip esse “tanque de guerra” reacionário passar por cima de direitos e conquistas históricas, modificando-os para pior, plantando assim o retrocesso democrático da nação. Mas por outro lado, fica bem claro e evidente que os movimentos sociais precisam urgentemente tomar partido ou serão massacrados e dizimados pela maioria conservadora do congresso. Isso significa reconstruir a solidez da militância que no passado lutava pelas melhorias. Os movimentos sociais vão ter que sair da zona de conforto e voltar às lutas, caso contrário serão vencidos por aqueles que os perseguem, os humilham e os exploram. Um provérbio chinês sabiamente diz que: “Ser pedra é fácil, difícil é ser vidraça.” A reflexão a respeito deste provérbio cai muito bem neste momento. Está na hora de juntar os caquinhos, jogá-los no lixo, e consertar a vidraça.

Vitor Soares – Professor da rede pública  estadual e municipal de ensino de Paracatu, graduado em Geografia e Pedagogia, pós-graduado em Gestão Ambiental e Docência do Ensino Superior e pós-graduando em Gestão Escolar: Supervisão, Inspeção e Orientação.

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