Greve dos professores, uma forma de chamar a atenção para a educação pública

POSTAGEMEEDIÇÃO1Faz mais de um mês que os professores de SP estão em greve, faz mais de um mês que a imprensa paulista trata a greve como nota de rodapé. Quero prestar o meu total apoio e a minha irrestrita solidariedade aos professores da rede estadual de São Paulo. O verdadeiro educador é aquele que coloca em prática os exemplos de cidadania que são ministrados por ele próprio dentro da sala de aula. Para quem não entende esta luta de classe, a greve dos professores é por um percentual mínimo de reajuste salarial estabelecido na lei 11.738/2008, lei do Piso Salarial Nacional do Professor. A greve também é motivada por: escolas sucateadas, corte de verbas, fechamento de classes, superlotação das salas de aula, não aplicação da jornada do piso, e outras razões. Comparando às reivindicações dos professores da rede estadual de São Paulo com os da rede municipal de Paracatu, nos deparamos também com o desrespeito ao cumprimento da lei do piso salarial do professor, o professor da rede municipal de Paracatu não teve também o reajuste de 13,01% nas negociações da data-base e nem a aplicação da jornada do piso. Interessante é observar que poucos foram os meios de comunicações locais que deram espaço a este debate e a esta discussão. A onda de violência vem crescendo assustadoramente na cidade, e os investimentos na educação municipal que poderiam ser orientados no intuito de minimizar essa onda, não estão sendo praticados de forma legal. Se a valorização do professor não está dentro das prioridades deste governo municipal, como ele pensa que os problemas da segurança pública serão resolvidos? Através apenas da intercessão divina? É extremamente revoltante a sensação de injustiça. Foram através de sensibilizações semelhantes a esta, que os professores do Estado de São Paulo se mobilizaram e foram às ruas. Eu entendo aqueles professores; tem hora que a gente cansa de reivindicar e não ser ouvido; tem hora que a gente cansa de bancar “o bom samaritano” da cordialidade e busca outros meios constitucionais de lutar pelo que lhe é de direito. Não demora os professores municipais de Paracatu começarem a se sensibilizar e irem adiante.

Vitor Soares – Professor da rede pública  estadual e municipal de ensino de Paracatu, graduado em Geografia  e Pedagogia, pós-graduado em Gestão Ambiental e Docência do Ensino Superior e pós-graduando em Gestão Escolar: Supervisão, Inspeção e Orientação.

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