Porque temos que voltar a pratica do Jejum? Padre Lano

O jejum fortalece e nos leva a fortificar as nossas orações. Haverá tempos em que, mesmo após dias de oração, os céus não se abrirão e você não será capaz de penetrá-lo para receber a sua resposta. Mas você será capaz de romper barreiras e pedir a vitória se utilizar a arma do jejum, humilhando-se diante de Deus por meio do jejum e da oração.

Disse o Papa São Leão Magno – (440-461) em seu Sermão sobre o Jejum:   

“O que pode ser mais eficaz do que o jejum? Por sua observância nos aproximamos de Deus e, resistindo ao diabo, triunfamos da sedução dos vícios. O jejum sempre foi um alimento para a virtude.Da abstinência, enfim, procedem os pensamentos castos, a vontade reta, conselhos saudáveis; e pela mortificação voluntária do corpo, damos morte à concupiscência da carne, renovando o espírito pela prática das virtudes.      Mas como a salvação de nossas almas não é conquistada apenas pelo jejum, completemo-lo pela misericórdia para com os pobres. Seja abundante em generosidade o que retiramos ao prazer; que a abstinência dos que jejuam reverta para o alimento dos pobres. Pensemos na defesa das viúvas, no socorro dos órfãos, na consolação dos que choram, na paz aos revoltosos. Que o peregrino seja recebido, que o oprimido seja ajudado, que o nu seja vestido, que o doente seja curado, a fim de que, todos os que oferecerem o sacrifício de nossa piedade, por estas boas obras, a Deus, autor de todos estes bens, mereçam receber Dele, o prêmio do Reino Celeste.”(São Leão Magno – Sermão sobre o jejum)

O jejum nos santifica, está nas ESCRITURAS!

Está presente tanto no AT como no NT. Os profetas, os apóstolos, o próprio Jesus, bem como muitos servos de Deus do passado e outros mais através da história praticaram o jejum. Ainda hoje, o jejum é uma prática devocional importante que não pode ser esquecida pela igreja, pois ele nos santifica!

Somos uma geração cujo deus é o estômago (Fp 3,19). Muitas pessoas se satisfazem apenas nas bênçãos de Deus e não no Deus que entrega as bênçãos. Quem jejua tem mais fome do Pão do Céu, a Eucaristia do que do pão da terra,as guloseimas. Quem jejua está mais confiado no poder que vem do céu do que nos recursos que procedem da terra. O propósito do jejum não é para impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6,16-18).   Nem é anunciar a nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum deve ser uma demonstração de amor a Deus. Jejum é fome de Deus e não de aplausos humanos (Lc 18,12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10-12), para suplicarmos sua ajuda (2Cr 20,3; Et 4,16) e para nos retornarmos para ele de todo o nosso coração (Joel 2,12,13). O jejum para reconhecermos nossa total dependência da proteção divina (Esd 8,21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com o poder divino em face dos ataques do inferno (Mc 9,28-29).

A arma poderosa do jejum libertou nações inteiras das mãos do inimigo. Elas voltaram-se para Deus e tocaram o seu coração, evitando o juízo divino!

Jesus reconheceu o poder tremendo do jejum. Antes de iniciar o seu ministério, foi levado pelo Espírito Santo para o deserto, onde fez um jejum de quarenta dias. Ele jejuou a fim de consagrar-se para a missão de que Deus lhe incumbira.

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você”.

Alguns acham que o jejum é mágica, é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus.

A resposta de Deus às orações é mais claro e tem uma certa rapidez quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na batalha contra a carne, e por isso as coisas acontecem.
Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho, o verdadeiro lixo da carne, sem reciclagem, falsidades de benefícios carnais e liberando nossa fé para se expressar.

Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt 17,21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt 17,19-20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação. O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome.

Deus tem realizado grandes intervenções na história através da oração e do jejum do seu povo. Quando deu a lei para o seu povo, Moisés dedicou quarenta dias à oração e ao jejum no Monte Sinai. Deus libertou Josafá das mãos dos seus inimigos quando ele e seu povo se humilharam em oração e jejum (2Cr 20,3-21).

Os grandes reavivamentos na história da igreja foram respostas de oração e jejum. Aqueles que mais conhecem a intimidade de Deus e mais se deleitam nele são aqueles que praticam o jejum com certa regularidade, vemos ai a vida dos santos, dos servos de Deus que bravamente lutaram pela salvação de si e da humanidade.

Precisamos urgentemente da intervenção de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja, em nosso país. Que Deus nos desperte para orar e jejuar!

Que Deus nos abençoe!

Padre Lano

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